Depois do que fizeram com a Rádio Despertar, como aqui já relatado, ou seja, mandaram suspender a voz livre da Despertar porque, segundo os senhores do MPLA, chegava a zonas angolanas que não lhes interessava que soubessem certas verdades escamoteadas ao Povo livre de Angola, tem-se verificado que há portais noticiosos, alguns dos quais até nem concordamos com a sua linha editorial que estiveram silenciadas ou continuam “paradas”.
Durante dias o portal Angonotícias esteve inactivo; depois de muita especulação os editores do Angonotícias vieram dizer num comunicado que tinha sido problemas do servidor. Há cerca de dois anos, mais concretamente em Novembro de 2005, também por razões técnicas este portal esteve um tempo inactivo.
E tal como o Angonotícias também o Correio Digital esteve acalado durante um curto período.
Mas se o Angonotícias esteve cerca de uma semana o que dizer do VOA-Multipress que reapareceu na Internet, desta feita com um novo visual e sem qualquer indicação do porquê da sua inactividade, por acaso desde a altura do Angonotícias e do Correio Digital – até parece que o servidor era o mesmo – o que, no mínimo é estranho.
E para que o leque seja completo, verifica-se que também o Semanário Angolense se mantém inalterável desde a edição 273, de 12 a 19 de Julho.
Coincidências ou alguém quer amordaçar a liberdade de opinião em Angola em vésperas das eleições.
É por estas e pelo Povo que Angola Vai Mudar!
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terça-feira, 29 de julho de 2008
sábado, 12 de julho de 2008
Jornalistas proibidos de criticar os donos do poder em Angola
por: Eugénio Almeida©Segundo a VOA-Multipress e o Club-k que citam um jornalista da Rádio Ecclésia-Emissora Católica de Angola, o Ministro para a Comunicação Social, Manuel Rabelais, terá chamado os jornalistas dos órgãos oficiais, do semanário angolano Angolense e daquela emissora católica e indicado que a partir de agora não admitiria críticas ao Governo de Angola, nomeadamente às obras em curso.
À partida, haveria 2 ou 3 partidos satisfeitos com esta medida autocrática, o MPLA, a UNITA e alguns independentes, nomeadamente os que estão próximos de Cabinda.
Mas quem calou – ou de quem nada se ouviu – face à ordem de suspensão uma rádio comercial, a Rádio Despertar, próxima da UNITA, por, na concepção dos dirigentes do MPLA e do senhor Ministro estar a fazer propaganda próxima da UNITA e crítica do Governo e do MPLA é crível que as palavras do senhor Ministro não se referiam ao Governo em geral mas ao MPLA em particular.
Por alguma coisa O MPLA, no dia da última sessão ordinária da actual Legislatura, rejeitou certo tipo de alterações ao Direito de Antena nos órgãos oficiais.
Por alguma coisa O MPLA, no dia da última sessão ordinária da actual Legislatura, rejeitou certo tipo de alterações ao Direito de Antena nos órgãos oficiais.
Ou seja, a ser verdadeiras as notícias circulantes, está tudo proibido de dizer mal do MPLA.
E o certo é que enquanto o jornalista da Rádio Ecclésia (estranha-se o silêncio desta emissora e d’ O Apostolado) já disse que não vai cumprir esta instrução, em Benguela, a Rádio Benguela do grupo RNA já terá anunciado a retirada do programa “Roteiro da Manhã”, um espaço em que os cidadãos opinavam sobre as diversas matérias locais, e a Rádio Morena Comercial estará a reestruturar alguns dos seus programas com conteúdos críticos.
Espera-se que isto não seja um mau pronuncio para a campanha eleitoral que se avizinha e uma amostra do que não se quer em Angola; porque se assim for, mal está o sistema político angolano.
Espero que ao senhor Ministro, porque me merece respeito como todos os demais que assumem os erros, mesmo que inocentes, assuma a única solução possível depois desta incrível exigência: se demita.
Caso contrário, nada mais restará ao senhor Presidente Eduardo dos Santos, para manter a equidade exigível a uma sã campanha eleitoral, outra medida que não seja o demitir e alertar ao Conselho Nacional de Comunicação Social que explique aos jornalistas que a ordem foi arbitrária, inaudita e inconveniente, um autêntico ataque à liberdade de imprensa, pelo que devem considerá-la nula!
Vamos aguardar pelas cenas do próximo capítulo nesta pré-campanha eleitoral!
©Artigo de Opinião publicado, em 10 de Julho de 2008, na Manchete do Notícias Lusófonas e no blogue “Pululu” sob o título “Senhor Ministro se for verdade só há uma solução: demitir-se”
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